Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Clube Massivo - parte 2

Falar em Massivo, tem que falar de Cindy Babado, a hostess da casa. Creio que foi uma das primeiras top drags a ser hostess de uma casa, era o máximo! Cover da Ru Paul, Cindy tinha toda a classe que uma drag deveria ter, sabia segurar uma fila para mostrar que a casa está cheia, sabia quem era vip e não deveria ficar na fila, quem deveria barrar, etc. Era uma top! E eu, particularmente, amava a Cindy! Lembro uma vez que estava na Mad Queen dançando com uns amigos, e um moreno ficou do meu lado a noite toda, rindo para mim. No dia seguinte, no Massivo, a Cindy vira e pega no meu pé... "Por que você não foi me dar um oi ontem à noite??"! Hahaha... irreconhecível! Hoje em dia arrasa na Suiça (ou será Suécia?Não lembro...), segundo as últimas notícias!

Se você queria ver gente bonita, era lá que encontrava... Modelos, atores, celebridades em geral, todos deram sua passadinha pelo Massivo. Você estava dançando na pista e poderia esbarrar na Claudia Raia, Luiza Thomé, Miguel Falabella, Edson Cordeiro e muitos outros. Lembrem-se que ainda não tínhamos os grandes clubes, as opções gls não era muitas... Ou seja, era lá mesmo que todos se jogavam!

E as festas de aniversário da casa?? Era o evento mais esperado do ano... Gente, vocês não tem NOÇÃO do que era aquilo! Ficávamos duas, três horas na fila sem reclamar de nada, você tinha que estar lá e participar, tinha que fazer parte daquilo, por que sempre eram motivo de comentários pelo próximo mês... Teve algumas fantásticas, como a que rolou no antigo Circo Mágico, ali no pé da Av. Cidade Jardim... ou a que rolou na Barra Funda, com o Thunderpuss... Dessa eu não me lembro muito, graças ao drink de uísque e guaraná servido na faixa nos camarotes...

Após a Bebete, o Massivo passou para as mãos do Valmir, por volta de 94 ou 95, e durou um bom tempo assim. A mulher dele na época, a Calu, foi uma das garotas do grupo Meia Soquete (lembram-se disso??? meeeedo), um amor de pessoa, e dividia a porta com a Cindy. Éramos tão da casa que entrávamos e subíamos pro escritório, entravamos antes de abrir e ajudavamos a carregar uma caixa ou outra de cerveja, etc. Sem falar nos barmans... Dave, cunhado da Rossana, que jogava uma cerva na nossa mão toda vez que encostávamos no balcão do bar... Saia travado daquele lugar sem gastar um centavo, pode?

Eu ia naquele lugar de terça à sábado. Era tão da casa que às vezes entrávamos no Massivo, saíamos com nosso cartão de consumação ainda no bolso, passávamos por outras duas baladas e voltávamos pra lá para terminar a noite... Isso sem falar quando não saíamos da casa para dar uma volta até a esquina mais próxima ou a passarela do Hospital das Clínicas, que passa por cima da Rebouças, para fumar um cigarrinho do demônio e voltar para ferver na pista! Coisa bem normal de acontecer nos finais de semana!

Os DJs da casa não ficavam atrás. Mauro Borges foi um dos tops da casa durante muito tempo, até que houve um desentendimento com os donos e ele caiu fora, abrindo a Disco Fever, seguindo o mesmo esquema do Massivo. Aliás, o Mauro foi um dos responsáveis pelo sucesso da casa no início. Ele sabia animar a pista como ninguém, sabia levantar o povo e manter o astral da casa no topo. Não esqueço uma noite que houve lançamento do cd da Celine Dion (ugh!) e ele teve o dom de arremessar um na minha testa... ui!! Edu Gantous, Marcelo Tallandré, Herbert Toon, Selma Self Service... Muita gente boa passou e animou as noites ali!

A música, como eu falei, era a mais variada. Algumas você ouvia sempre, eram a cara do lugar... ABBA - Dancing Queen, Donna Summer - Last dance, Christopher Just - I'm a disco dancer, Josh Wink - Higher state of counciousness, Fired Green Dogs - Fired up, e todas da Madonna, pra citar só algumas...

Depois do Valmir, a casa passou para as mãos da Ana, última dona do lugar. Nessa época já não era a mesma coisa, não era o mesmo público, mas mesmo assim éramos presença constante no lugar. Foi nessa época que eu comecei a me arriscar pelas picapes com o Dinho ao lado, tocamos em várias noites do Cio 80, da Glaucia ++, noite essa que hoje está nas quartas feiras da D-Edge.

Não lembro quando foi o último ano do Massivo, acho que por volta de 2004. Tentaram reativar a casa alguns anos depois, com o Valmir novamente no comando, mas não foi a mesma coisa. Toquei algumas vezes lá, mas não era a mesma vibe, não era o mesmo público.

Infelizmente, nunca mais achei nenhuma balada como aquele lugar. Se o Valmir não tivesse passado a casa pra frente, tivesse continuado com ela no mesmo estilo de sempre, creio que frequentaria o lugar até hoje. Era a minha cara, o meu lugar... Espero um dia desses achar outra balada como essa!

Quem frequentou sabe o que estou dizendo, e aposto que sente o mesmo que eu!


Saudades, viu...


PS.: Ah, e eu tenho uma comunidade no orkut, Órfãos do Massivo. Quem frequentou a casa e estiver afim de entrar, procurar algum conhecido ou matar saudades nos tópicos, é mais do que bem vindo!

13 comentários:

Edu disse...

Muito especial quando a gente encontra "o lugar", né? Pode ser balada, café, casa de algum amigo, sala de aula, não importa: a sensação de "aqui é o meu país" é fantástica.

Beijo e bom fim-de-semana.

Bridget Jones disse...

Puxa Paulo... Eu não peguei este áureos tempos do Massivo não. Fui algumas vezes lá e antes eu passava no Hertz só pra dar uma brincadinha...hehe

Mas eu sei do que vc fala. O Edu disse muito bem aí em cima: Sensação de "nosso lugar - nosso lar". Tenho isto com alguns lugares qui em Sampa... Onde conhecem a gente por nome e sobrenome. Eu e Lee.

Saudade de vc.
Bjo, lindo!

Bridget Jones disse...

Ah, tem post novola no Para-Raio e no Passados e Pretéritos tb... Todos na vibe Up date!

ADOOOORO!

Goiano disse...

huauhaha
Gato esse seu passado de festa rock and roll merece um livro!
hauhauha

aguardo ansiosamente

bjos

Wagner disse...

Então, quando o Massivo era o HYpe eu ainda não podia ir às baladas. Mas mesmo durante seu funcionamento, este carater lendário já se vinculava ao Massivo. Lembro bem! Achei o blog D+! Abraços!
E sua tattoo eh muito linda!

::: Luiz AOR ::: disse...

AIIIIIIIIII...
ler esse post do massivo eh quase a minha historia com o ultra lounge.. rs

chegar antes,.. ir para o escritório... sair com a comanda no bolso pra ir falar com o bob no carro... entrar e sair 58 vezes soh para enlouquecer o segurança q ficava na porta.. rs

q saudade do ultra...
sem duvida o meu ultra eh o seu massivo.. rs

bjooo ppko...

ps. vai se jogar na BUmBUm hj?

BinhoSampa disse...

Tem coisas que marcam as nossas vidas e deixam saudades..e o pior que elas não voltam mais!!!!! terão outras...mas diferentes.... por isso que falo aos meus amigos....viva e seja feliz hoje!!!! amanhã..será outra história a ser vivida....

Abs:-)

dinho disse...

Cindy marcou história no Massivo, para mim depois que ela se foi a balada nunca mais foi a mesma, mas mesmo assim fomos frequentadores assíduos!!! Conheci meus dois namorados que mais tempo fiquei lá, o Santi e o Driko, incrível né? Isso pq dizem que não se arruma namorado em balada!rs
Saudades demais dessa época, mas hoje em dia tb tenho curtido muito, mas como no Massivo nunca mais!!!;-)

Bjooooooo

Serginho Tavares disse...

que pena que acabou né? mas o melhor foram essas recordações que você as tem.
aqui tinha uma balada que acabou recentemente e eu sinto falta. foi onde conheci um dos meus melhores amigos.
beijos moço

ps: vc discoteca as vezes?

Euzer Lopes disse...

Você lembrou de uma fase áurea da noite paulistana.
Mesmo que eu a considerava do "baixo gueto", certamente o tempo fez justiça a uma das casas mais emblemáticas que São Paulo já teve.
E eu vou carregar o peso de não ter conhecido.

iara disse...

finalmente corrigi uma flaha imperdoável e te linkei!
adoro vir aqui...
bj

Klero disse...

eu tive que vir ler esse post depois de ver nas atualizações de outro blog! massivo me traz lembranças divertidas, apesar de que...

eu fui uma vez e nem lembro como ou por que, só lembro que eu era meio novo e fiquei meio chocado com tudo aquilo... inocência perdida... rs demorei a me soltar para curtir...

Paulo disse...

EDU: Ali era a extensão da minha casa, do meu quarto... Chegava no local e conhecia todos, muitíssimo bem tratado, etc... Adorava!!!

BRIDGET: Nem me fala, aprontei horrores naquele Hertz, hahaha!! Já entrava no Massivo bêbado depois de várias cervejas ali!!

GOIANO: Abafa esse livro, vai ser proibido pra menores!!!

WAGNER: Pena que não pegou a melhor fase... quem foi no final não tem muita idéia do que realmente foi aquilo... Mas mesmo assim, deu para vc curtir um pouco!!

LUIZ: Afff... abafa q vc sabe de várias histórias impublicáveis daquele lugar, hahahaha!

BINHO: Pois é... O problema é achar hj em dia um lugar como aquele! Mas tudo bem... tem as sextas da Bubu pra gente se divertir, hehehe!

DINHO: Nossa, e eu então? Nem lembro mais qtos ex namorados eu achei ali, hahaha... Teve o Tchello, Perseu, Marcelo Bittencourt, aquele Alexandre que depois eu não lembrava q tinha namorado ele, etc, etc... A ficha corrida é grande!!

SERGINHO: Sim, às vezes eu ataco de DJ tb!! Atualmente só como hobby mesmo, não sobra tempo!!

EUZER: Perdeu, viu... Ali era um lugar que você encontrava o baixo gueto e a alta sociedade convivendo pacificamente!

IARA: Hahaha... é bom mesmo me linkar, minha amiga!! ;-)

KLERO: É, nas primeiras vezes ali podia chocar mesmo... Mas na segunda ou terceira visita, vc já se acostumou e já se jogou no babado tb!!


beijão pra todos!