O não assumido
Ontem comentei com a Drika, que trabalha comigo, sobre o que rolou na noite de quarta feira, que eu comentei no post de ontem. Ela ficou mega curiosa para saber como era o rapaz, principalmente por que viu que eu curti bastante, coisa que não acontecia há algum tempinho. Hoje eu sentei no computador, e num momento de bobeira, digitei algumas palavras chaves no google imagens. Sou um tanto quanto rato para pesquisas na net, basta saber utilizar as palavras chaves e combinações corretas para eu achar tudo, de senhas de sites à vida pessoal de alguém. Eu daria um excelente detetive virtual, modéstia à parte. Enfim, digitei algumas combinações lembrando do que havíamos conversado na noite de quarta e voilá! Viro algumas páginas do Google imagens e dou de cara com uma foto dele! Clico e começo a ver os dados, uma página dando novas pistas e abrindo mais e mais páginas na net. Praticamente descobri a vida inteira do rapaz em menos de 15 minutos!
"Uau, gostoso mesmo!... Mas... várias fotos com garotas! Acho que ele não é assumido!", diz a Drika.
Pausa.
Nessa hora me deu um estalo. Não é que o rapaz era bissexual, como havia me dito. Ele não era é assumido, isso sim!! Por tudo que eu vi na net e troca de mensagens entre amigos, deu pra ver isso na hora. Para minha completa e total infelicidade!
Eu já disse por aqui que sou chato pra escolher. Curto cara alto, mais velho, magro, etc, etc, etc. Algumas das exigências, como a idade, são resultados de algumas péssimas experiências no passado. Beeeeem péssimas! Outras, apenas por tesão mesmo. Mas de uns tempos para cá eu tenho andado mais flexível. Como não aparece o bendito do jeito que eu quero, to começando a me adaptar às situações. Uma delas foi cogitar me envolver com um cara abaixo dos 30. E olha que seria bem propício, to numa fase em que só estou atraindo o pessoal de 22, 23 anos, e aos montes! Mas uma coisa eu não abro mão, de maneira alguma: me envolver com um cara não assumido!
Vou contar para vocês como foi o meu último relacionamento, coisa que eu só havia comentado muito por cima aqui. Na verdade, às poucas vezes que me referi ao último namorado, eu sempre quis dizer o penúltimo, por que meio que fiz questão de apagar o último da minha história.
Meu último namoro durou sete meses. Conheci ele num site qualquer da vida. Depois de dois anos, período em que ora um namorava, ora outro, a gente acabou marcando de sair um dia pra jantar. Alguns dias depois, o namoro começa. Ele era um partidão. Mais velho que eu (a idade real era um mistério, eu sempre calculei algo entre 41 e 45 anos). Altão. Loiro. Corpão. Ex-modelo internacional. Atual empresário muito bem sucedido. Etc e etc. À primeira vista, parecia ser o cara perfeito para engatar um relacionamento duradouro. Começamos a nos conhecer melhor, eu sempre indo para a casa dele à noite, muitos jantares fantásticos (adoro namorado gourmet!), sexo muito bom, tudo às mil maravilhas. Mas aos poucos comecei a perceber uma coisa. Nós não saíamos em público juntos. Nada de ir para um cinema, sempre as maratonas de dvd na casa dele. Nada de jantares, ele fazia questão de fazer tudo no apartamento dele, não importava o que eu quisesse comer, ele faria. E nada de encontros com meus amigos também. Para vocês terem idéia, o Dinho, minha irmã siamesa, carne e unha, nunca conheceu ele!!! E olha que namoramos durante sete meses!! Meus amigos apenas tiveram a certeza que ele não era um namorado imaginário por que um dia eu consegui arrastar ele para um bar da moda, na festa de aniversário de uma amiga minha, e alguns amigos puderam conhecer ele. E só!
Um belo dia eu resolvo perguntar o por quê, já imaginando a resposta. Ele não era assumido. Era de uma família quatrocentona do Rio. Era daqueles que aparecia na revista Caras pelo menos umas três vezes ao ano. Já fora casado com duas socialites do eixo Rio-São Paulo, ambas em evidência até hoje. Tinha seus negócios, todos muito bem sucedidos, e não poderia ser visto como assumido. No começo, achei que poderia levar isso na boa. Eu não estava numa época de muitas baladas, e ele não se importava se eu fosse pra balada com meus amigos uma vez ou outra. Nossos finais de semana eram quase sempre os mesmos, nós dois indo para um sítio dele no interior e curtindo a natureza, filmes e cigarrinho do demo, coisa que ele também era apaixonado. Mas isso tudo foi cansando aos poucos. Não tínhamos vida social, aliás, não tínhamos vida alguma fora do apartamento ou do sítio dele! Conheci três ou quatro amigos dele apenas por que iam para o sítio conosco de vez em quando.
Não demorou muito para acontecer o que previsível. O tédio bateu por completo sobre a relação. Numa tentativa de mudar um pouco a situação, um belo dia nós fomos jantar num restaurante. Estávamos na mesa conversando quando aparece um amigo de longa data dele, que resolvera jantar naquele restaurante também. Na hora das apresentações, a frase que faltava para terminar o namoro "Esse é o Paulo, nosso novo contratado, ele é dj, vai atuar em alguns eventos, etc". Fiquei na minha, cumprimentei o amigo dele e passei o resto do jantar rindo, enquanto ouvia o amigo falando das histórias dele e de suas ex esposas, de como ele era pegador, galinhão, bon vivant, etc. Naquela noite eu percebi que nunca passaria disso para o resto da sociedade. Do novo contratado dele. Do amigo da família lá do Rio. De um conhecido do conhecido. Ou qualquer outra desculpa que ele pudesse dar. Se duvidasse, poderia até virar o outro e só descobrir lendo alguma nota em Caras, mas nunca seria o namorado dele.
Não falei nada no dia, fiquei na minha. Dois ou três dias depois, vou para a casa dele, e antes que ele me perguntasse o que eu queria jantar ou se queria fumar um, já comecei com a célebre frase "Olha, precisamos conversar"... Ele sacou na hora sobre o que era. Ouviu o que eu tinha à dizer, disse algumas coisas também, mas não tentou me convencer a ficar. A única coisa que eu queria era a única coisa que ele não abriria mão, que era se assumir. Eu sempre seria invisível na vida dele, um fantasma. Nesse dia terminou o namoro, e só o vi mais uma vez, para pegar uns dvds meus na casa dele.
Esse relacionamento foi o suficente para eu decidir que nunca iria me envolver com um cara não assumido. Não quero ser um fantasma, uma pessoa invisível na vida de alguém. Não quero ser escondido ou ser obrigado à me esconder. Quero sim, ter uma vida em conjunto, poder curtir e fazer tudo que gosto com o namorado ao lado. Disso eu não abro mão, não mais.
Por isso, quando a Drika levantou essa hipótese comigo, parei para pensar um pouco. Pelo que pude vasculhar na net, ele não era assumido. Pode ser para um pequeno círculo de amigos, mas tudo leva a crer que não é para todos ou família, por exemplo. Confesso que o tesão despertado deu uma baixada momentânea. Trocamos dois torpedos ontem dando um oi e só. Vou ver se nos encontramos no final de semana. Não vou negar mais uma noite com ele, não sou besta, mas vai morrer por aí.
Infelizmente, esse é um que não vai para o caderninho preto... pelo menos, não até saber o que realmente quer da vida e se abrir para o mundo!!
"Uau, gostoso mesmo!... Mas... várias fotos com garotas! Acho que ele não é assumido!", diz a Drika.
Pausa.
Nessa hora me deu um estalo. Não é que o rapaz era bissexual, como havia me dito. Ele não era é assumido, isso sim!! Por tudo que eu vi na net e troca de mensagens entre amigos, deu pra ver isso na hora. Para minha completa e total infelicidade!
Eu já disse por aqui que sou chato pra escolher. Curto cara alto, mais velho, magro, etc, etc, etc. Algumas das exigências, como a idade, são resultados de algumas péssimas experiências no passado. Beeeeem péssimas! Outras, apenas por tesão mesmo. Mas de uns tempos para cá eu tenho andado mais flexível. Como não aparece o bendito do jeito que eu quero, to começando a me adaptar às situações. Uma delas foi cogitar me envolver com um cara abaixo dos 30. E olha que seria bem propício, to numa fase em que só estou atraindo o pessoal de 22, 23 anos, e aos montes! Mas uma coisa eu não abro mão, de maneira alguma: me envolver com um cara não assumido!
Vou contar para vocês como foi o meu último relacionamento, coisa que eu só havia comentado muito por cima aqui. Na verdade, às poucas vezes que me referi ao último namorado, eu sempre quis dizer o penúltimo, por que meio que fiz questão de apagar o último da minha história.
Meu último namoro durou sete meses. Conheci ele num site qualquer da vida. Depois de dois anos, período em que ora um namorava, ora outro, a gente acabou marcando de sair um dia pra jantar. Alguns dias depois, o namoro começa. Ele era um partidão. Mais velho que eu (a idade real era um mistério, eu sempre calculei algo entre 41 e 45 anos). Altão. Loiro. Corpão. Ex-modelo internacional. Atual empresário muito bem sucedido. Etc e etc. À primeira vista, parecia ser o cara perfeito para engatar um relacionamento duradouro. Começamos a nos conhecer melhor, eu sempre indo para a casa dele à noite, muitos jantares fantásticos (adoro namorado gourmet!), sexo muito bom, tudo às mil maravilhas. Mas aos poucos comecei a perceber uma coisa. Nós não saíamos em público juntos. Nada de ir para um cinema, sempre as maratonas de dvd na casa dele. Nada de jantares, ele fazia questão de fazer tudo no apartamento dele, não importava o que eu quisesse comer, ele faria. E nada de encontros com meus amigos também. Para vocês terem idéia, o Dinho, minha irmã siamesa, carne e unha, nunca conheceu ele!!! E olha que namoramos durante sete meses!! Meus amigos apenas tiveram a certeza que ele não era um namorado imaginário por que um dia eu consegui arrastar ele para um bar da moda, na festa de aniversário de uma amiga minha, e alguns amigos puderam conhecer ele. E só!
Um belo dia eu resolvo perguntar o por quê, já imaginando a resposta. Ele não era assumido. Era de uma família quatrocentona do Rio. Era daqueles que aparecia na revista Caras pelo menos umas três vezes ao ano. Já fora casado com duas socialites do eixo Rio-São Paulo, ambas em evidência até hoje. Tinha seus negócios, todos muito bem sucedidos, e não poderia ser visto como assumido. No começo, achei que poderia levar isso na boa. Eu não estava numa época de muitas baladas, e ele não se importava se eu fosse pra balada com meus amigos uma vez ou outra. Nossos finais de semana eram quase sempre os mesmos, nós dois indo para um sítio dele no interior e curtindo a natureza, filmes e cigarrinho do demo, coisa que ele também era apaixonado. Mas isso tudo foi cansando aos poucos. Não tínhamos vida social, aliás, não tínhamos vida alguma fora do apartamento ou do sítio dele! Conheci três ou quatro amigos dele apenas por que iam para o sítio conosco de vez em quando.
Não demorou muito para acontecer o que previsível. O tédio bateu por completo sobre a relação. Numa tentativa de mudar um pouco a situação, um belo dia nós fomos jantar num restaurante. Estávamos na mesa conversando quando aparece um amigo de longa data dele, que resolvera jantar naquele restaurante também. Na hora das apresentações, a frase que faltava para terminar o namoro "Esse é o Paulo, nosso novo contratado, ele é dj, vai atuar em alguns eventos, etc". Fiquei na minha, cumprimentei o amigo dele e passei o resto do jantar rindo, enquanto ouvia o amigo falando das histórias dele e de suas ex esposas, de como ele era pegador, galinhão, bon vivant, etc. Naquela noite eu percebi que nunca passaria disso para o resto da sociedade. Do novo contratado dele. Do amigo da família lá do Rio. De um conhecido do conhecido. Ou qualquer outra desculpa que ele pudesse dar. Se duvidasse, poderia até virar o outro e só descobrir lendo alguma nota em Caras, mas nunca seria o namorado dele.
Não falei nada no dia, fiquei na minha. Dois ou três dias depois, vou para a casa dele, e antes que ele me perguntasse o que eu queria jantar ou se queria fumar um, já comecei com a célebre frase "Olha, precisamos conversar"... Ele sacou na hora sobre o que era. Ouviu o que eu tinha à dizer, disse algumas coisas também, mas não tentou me convencer a ficar. A única coisa que eu queria era a única coisa que ele não abriria mão, que era se assumir. Eu sempre seria invisível na vida dele, um fantasma. Nesse dia terminou o namoro, e só o vi mais uma vez, para pegar uns dvds meus na casa dele.
Esse relacionamento foi o suficente para eu decidir que nunca iria me envolver com um cara não assumido. Não quero ser um fantasma, uma pessoa invisível na vida de alguém. Não quero ser escondido ou ser obrigado à me esconder. Quero sim, ter uma vida em conjunto, poder curtir e fazer tudo que gosto com o namorado ao lado. Disso eu não abro mão, não mais.
Por isso, quando a Drika levantou essa hipótese comigo, parei para pensar um pouco. Pelo que pude vasculhar na net, ele não era assumido. Pode ser para um pequeno círculo de amigos, mas tudo leva a crer que não é para todos ou família, por exemplo. Confesso que o tesão despertado deu uma baixada momentânea. Trocamos dois torpedos ontem dando um oi e só. Vou ver se nos encontramos no final de semana. Não vou negar mais uma noite com ele, não sou besta, mas vai morrer por aí.
Infelizmente, esse é um que não vai para o caderninho preto... pelo menos, não até saber o que realmente quer da vida e se abrir para o mundo!!

7 comentários:
STALKER ALERT!
Você tá é bem certo! Mas não deixe de perguntar pra ele. De repente é outra coisa - a pessoa pode apenas não querer se expôr demais na net. Sendo o caso, passa pelo filtro? :-)
perfeita a sua atitude ... tb não daria conta de viver algo assim ... passei por algo semelhante mas com um amigo que um dia na casa dele inventou uma identidade para mim ... coisa de louco cara ... resultado ... nem amigo mais ficou sendo ... enfim ... vamos q vamos neste mundo de malucos ...
bjux e boa sorte ... agora tb estou com vc ... perder mais uma noitinha na cama de uma coisa boa never ... rs
;-)
geeeeeeeeente
que bateu um dejà vu
namorar uma pessoa que nao é assumida nao é namorar. é apenas fuder e tchau
beijos moço e continue pensando assim, você ta certíssimo!
ser assumido tem vários níveis: normalmente as pessoas se assumem para amigos, na vida profissional fica a depender do lugar em que trabalham, para família é sempre mais difícil, mas em parte das vezes, por experiência pessoal, vi que as pessoas costumam dar um jeito de conciliar as coisas... no caso desse seu ex-namorado, não é nem que ele não era assumido, parece que ele não era mesmo bem resolvido, eu hein!
quem sabe esse novo garoto não é um caso desses, ou pode ser de fato bissexual (daí é uma opção pessoal namorar alguém bi: eu não tenho restrições, mas acho que mulheres bi são diferentes de homens bi, tenho observado).
boa sorte, anyway!
Olá rapaz!
Acho que enfrentamos os mesmos problemas! Se tá difícil arrumar um namorado, imagina um que queira algo + sério e que seja acima dos 30! Assumido, então, nem se fala! Não acho que precisamos ficar por aí divulgando nossa sexualidade, mas também viver a vida toda se escondendo, não dá...
Tô baixando meu perfil de idade para abaixo dos 30. Realmente sobram garotos de 20 e poucos... O difícil é saber se isso evolui para algo sério. Sei não...
Abraço! (E boa sorte...)
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