quarta-feira, 29 de julho de 2009

A fama

Já comentei por aqui antes, mas para quem não sabe, trabalho com música. Tenho contato, lido vira e mexe com vários famosos. Uma coisa que eu tenho percebido de uns tempos para cá é o quanto a fama muda as pessoas, o quanto o sucesso sobe a cabeça delas!

Um exemplo, que não citarei o nome por que adoro o meu emprego (hehehe!), é o de um certo guitarrista. O cara é fera. Idolatrado por muitos, não só em território nacional como em muitos países da Europa e Asia. Logo que entrei aqui tive muito contato com ele por causa de um trabalho. O cara era gente fina. Conversava contigo na boa, simpático, um amor de pessoa! Mas, de uns tempos pra cá, foi mudando. Ganhou prêmios lá fora. Foi citado em diversas revistas estrangeiras como um dos melhores do mundo. Tocou com outros guitarristas de nome em diversos festivais mundo afora. Etc e etc. Resultado? O cara foi ficando insuportável. Antes, eu ligava e falava diretamente com ele sobre eventos e tudo mais. Agora, não consigo passar por um maldito assessor que ele arrumou! "Ah, fulano está ocupado, não pode atender, mas eu resolvo por ele", "Ih, fulano está de folga hoje, mas eu respondo por ele", e por aí vai. Já ouvi outros comentários no meio de que ele realmente ficou um mala, que era muito diferente alguns anos atrás, quando começou. Peguei um certo asco dele, só vou atrás quando não me resta opção alguma!

Outro exemplo? Um baterista que me liga e passa email trocentas vezes. Filho de outro famoso. Esse ainda não estourou, ninguém ouviu falar dele. Mas é filho do tal famoso. E acha que com isso tem direito à tudo! Quer por que quer patrocínio de uma determinada marca. E claro que não vai ganhar porra nenhuma! Mas e pra ele entender que lá fora ninguém quer saber de quem ele é filho, quer saber é sobre o talento dele? Não falta muito pra ele virar no telefone e soltar um "Você sabe com quem está falando?? Com o filho de beltrano!!!". Haja paciência...

Em compensação, existem os que são uns amores de pessoa! Esses sim eu gosto de trabalhar, te tratam bem, independente do sucesso que tenham! São parceiros nos trabalhos, por que sabem que não estão ajudando apenas as minhas marcas, eles também colhem muitos benefícios com isso! Uma dessas é a Pitty. Ela passou pelo escritório semana passada. Consegue ser mais simpática ao vivo do que em qualquer entrevista que eu já tenha visto. Num dos momentos do bate papo, ela vira e solta "Ih, vocês ouviram? É o meu estômago! Desculpa, vim correndo pra cá para não atrasar com vocês e não comi nada!". Conversou conosco, viu os projetos, demorou o tempo que foi necessário e ainda saiu voada, direto para outra entrevista para divulgar o cd novo! E com fome, coitada!

Outro que eu gosto e muito de trabalhar é o Aquiles Priester. Baterista do Hangar, ex-baterista do Angra, é sempre um prazer trabalhar com ele! Não importa o projeto que tenhamos, podemos sempre contar com ele. E o carinho que ele tem pelos fãs? Todo o ano fazemos uma tarde de autógrafo com ele na Expo Music. E todas as vezes eu vejo ele dar uma atenção para os fãs que é difícil de ver nos outros músicos. Conversa, tira fotos, faz tudo para deixá-los feliz! Esse entende que todo o sucesso que faz e tem se deve aos fãs, e retribui à eles. Iremos gravar um dvd com ele no próximo mês, trabalho que promete ser muito prazeroso!!

A lista de pessoas do bem é grande. Posso citar o Thiago e o Leo, do Shaman, que acabaram de voltar de uma turnê bem legal pela Europa. O Barone do Paralamas. O Edu, do Dr. Sin, outra cara fodaço na guitarra e que vira e mexe aparece nas listas de melhores do mundo. Muita gente do rock pesado, e por aí vai. Galera que dá gosto de trabalhar junto, não importa qual seja o trabalho!

Só torço é para que a fama não suba a cabeça desses! Primeiro por que são pessoas bem legais, e segundo por que meu saco com estrelinhas já se esgotou com o tal guitarrista do começo do post!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bem vinda, raiva amiga!


"Reagir com raiva costuma não dar certo. Sem ódio, agimos de modo mais eficaz."


(Dalai Lama)



A raiva, de uma maneira ou de outra, é um sentimento que todos evitam. Quando o sangue sobe aos olhos e a raiva toma conta, decisões precipitadas são tomadas, palavras fortes são ditas, magoas se formam.

Eu sou uma pessoa calma. Calma até demais às vezes. É preciso muito para me tirar do sério. Essa calma toda, que muita gente veria como um ponto positivo, também teu seu lado ruim. Por exemplo, essa calmaria toda pode fazer você aceitar determinadas situações que, num outro estado de espírito, você já teria dado um chute no meio das bolas. Essa mesma calmaria te diz pra não perder tempo pisando em terrenos perigosos, desconhecidos; a calma é boa, aconchegante.

Eu tenho esse problema. Faço planos, estabeleço metas, estudo todas as variáveis para saber como chegar no resultado final que eu desejo. Mas no meio do caminho, as coisas desandam. Se está bom agora, por que mudar? Fica no teu cantinho que tá ótimo!

Bom... está ótimo até alguém pisar no meu calo e o sangue ferver! Mais ou menos o que rolou na última quinta feira. Não vou entrar em detalhes, mas posso dizer que nunca espetei tanto meu bonequinho vodu quanto no último final de semana!

O lado bom dessa raiva toda? Foi o chacoalhão que eu estava precisando para colocar as coisas nos eixos novamente. Reativando planos e correr atrás, essa é a frase da vez.

Portanto... se tudo der certo, aguardem novidades em breve... Mistério, né? Sorry, mas não posso falar sobre tudo por aqui!!

Como diz o ditado acima, o que é feito com raiva costuma não dar certo. Mas que ela é ótima para dar o pontapé inicial necessário, isso é!!

Boa semana para todos!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Não enche

Tinha post pronto para hoje. Tinha musiquinha nova para o playlist aí do lado. Tinha um bando de coisa legal para contar.

Mas, de repente, to de mau humor. Mau humor, irritado, dando coice na minha sombra. Não, não é crise de abstinência por causa do meu rehab, embora hoje a tentação de fumar toda uma plantação colombiana tenha sido gigantesca.

Quase destruo minhas pernas e ganho uma hérnia tentando levantar 280 kg no leg press na academia para descontar a raiva. Quase destruo o meu carro e o de um babaca que resolve cortar o farol na contramão. Só não rolou o acidente por que ele viu que eu não ia sair da frente e jogou o carro pro outro lado, senão era batida em cheio.

To de saco cheio. To deprimido. To puto. Vontade de gritar bem alto um PUTA QUE PARIU, mas vou me conter.

Vamos ver se meu humor melhora para o final de semana, por que realmente não tava afim de passar o meu descanso com cara de pouquíssimos amigos.

Tem horas que dá vontade de socar muuuuuita gente.

Se eu não for parar na delegacia por matar um, amanhã tem post novo.

Mais calmo, eu espero.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Aos amigos


À todos os meus amigos...


Aos amigos do peito, que sempre estão por perto nos melhores e piores momentos...


Aos amigos distantes, longe fisicamente, mas sempre perto do coração...


Aos amigos que não vejo à muito tempo, mas nunca os esqueço...


Aos amigos de balada, sempre prontos para uma diversão de última hora...


Aos amigos de cama, sempre tão intensos...


Aos amigos virtuais, cada vez mais reais e palpáveis na minha vida...


Aos amigos da onça, que apesar de tudo, tem seu lugar nessa lista...


Aos amigos que já passaram dessa categoria, são verdadeiros irmãos para mim...


Aos amigos de verdade, que entendem que você não está bem com um único olhar e consegue te consolar dando outro olhar e um abraço...


Aos amigos que ainda vão vir e aos que já foram...


Feliz dia dos amigos, todos os dias do ano!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O não assumido

Ontem comentei com a Drika, que trabalha comigo, sobre o que rolou na noite de quarta feira, que eu comentei no post de ontem. Ela ficou mega curiosa para saber como era o rapaz, principalmente por que viu que eu curti bastante, coisa que não acontecia há algum tempinho. Hoje eu sentei no computador, e num momento de bobeira, digitei algumas palavras chaves no google imagens. Sou um tanto quanto rato para pesquisas na net, basta saber utilizar as palavras chaves e combinações corretas para eu achar tudo, de senhas de sites à vida pessoal de alguém. Eu daria um excelente detetive virtual, modéstia à parte. Enfim, digitei algumas combinações lembrando do que havíamos conversado na noite de quarta e voilá! Viro algumas páginas do Google imagens e dou de cara com uma foto dele! Clico e começo a ver os dados, uma página dando novas pistas e abrindo mais e mais páginas na net. Praticamente descobri a vida inteira do rapaz em menos de 15 minutos!

"Uau, gostoso mesmo!... Mas... várias fotos com garotas! Acho que ele não é assumido!", diz a Drika.

Pausa.

Nessa hora me deu um estalo. Não é que o rapaz era bissexual, como havia me dito. Ele não era é assumido, isso sim!! Por tudo que eu vi na net e troca de mensagens entre amigos, deu pra ver isso na hora. Para minha completa e total infelicidade!

Eu já disse por aqui que sou chato pra escolher. Curto cara alto, mais velho, magro, etc, etc, etc. Algumas das exigências, como a idade, são resultados de algumas péssimas experiências no passado. Beeeeem péssimas! Outras, apenas por tesão mesmo. Mas de uns tempos para cá eu tenho andado mais flexível. Como não aparece o bendito do jeito que eu quero, to começando a me adaptar às situações. Uma delas foi cogitar me envolver com um cara abaixo dos 30. E olha que seria bem propício, to numa fase em que só estou atraindo o pessoal de 22, 23 anos, e aos montes! Mas uma coisa eu não abro mão, de maneira alguma: me envolver com um cara não assumido!

Vou contar para vocês como foi o meu último relacionamento, coisa que eu só havia comentado muito por cima aqui. Na verdade, às poucas vezes que me referi ao último namorado, eu sempre quis dizer o penúltimo, por que meio que fiz questão de apagar o último da minha história.

Meu último namoro durou sete meses. Conheci ele num site qualquer da vida. Depois de dois anos, período em que ora um namorava, ora outro, a gente acabou marcando de sair um dia pra jantar. Alguns dias depois, o namoro começa. Ele era um partidão. Mais velho que eu (a idade real era um mistério, eu sempre calculei algo entre 41 e 45 anos). Altão. Loiro. Corpão. Ex-modelo internacional. Atual empresário muito bem sucedido. Etc e etc. À primeira vista, parecia ser o cara perfeito para engatar um relacionamento duradouro. Começamos a nos conhecer melhor, eu sempre indo para a casa dele à noite, muitos jantares fantásticos (adoro namorado gourmet!), sexo muito bom, tudo às mil maravilhas. Mas aos poucos comecei a perceber uma coisa. Nós não saíamos em público juntos. Nada de ir para um cinema, sempre as maratonas de dvd na casa dele. Nada de jantares, ele fazia questão de fazer tudo no apartamento dele, não importava o que eu quisesse comer, ele faria. E nada de encontros com meus amigos também. Para vocês terem idéia, o Dinho, minha irmã siamesa, carne e unha, nunca conheceu ele!!! E olha que namoramos durante sete meses!! Meus amigos apenas tiveram a certeza que ele não era um namorado imaginário por que um dia eu consegui arrastar ele para um bar da moda, na festa de aniversário de uma amiga minha, e alguns amigos puderam conhecer ele. E só!

Um belo dia eu resolvo perguntar o por quê, já imaginando a resposta. Ele não era assumido. Era de uma família quatrocentona do Rio. Era daqueles que aparecia na revista Caras pelo menos umas três vezes ao ano. Já fora casado com duas socialites do eixo Rio-São Paulo, ambas em evidência até hoje. Tinha seus negócios, todos muito bem sucedidos, e não poderia ser visto como assumido. No começo, achei que poderia levar isso na boa. Eu não estava numa época de muitas baladas, e ele não se importava se eu fosse pra balada com meus amigos uma vez ou outra. Nossos finais de semana eram quase sempre os mesmos, nós dois indo para um sítio dele no interior e curtindo a natureza, filmes e cigarrinho do demo, coisa que ele também era apaixonado. Mas isso tudo foi cansando aos poucos. Não tínhamos vida social, aliás, não tínhamos vida alguma fora do apartamento ou do sítio dele! Conheci três ou quatro amigos dele apenas por que iam para o sítio conosco de vez em quando.

Não demorou muito para acontecer o que previsível. O tédio bateu por completo sobre a relação. Numa tentativa de mudar um pouco a situação, um belo dia nós fomos jantar num restaurante. Estávamos na mesa conversando quando aparece um amigo de longa data dele, que resolvera jantar naquele restaurante também. Na hora das apresentações, a frase que faltava para terminar o namoro "Esse é o Paulo, nosso novo contratado, ele é dj, vai atuar em alguns eventos, etc". Fiquei na minha, cumprimentei o amigo dele e passei o resto do jantar rindo, enquanto ouvia o amigo falando das histórias dele e de suas ex esposas, de como ele era pegador, galinhão, bon vivant, etc. Naquela noite eu percebi que nunca passaria disso para o resto da sociedade. Do novo contratado dele. Do amigo da família lá do Rio. De um conhecido do conhecido. Ou qualquer outra desculpa que ele pudesse dar. Se duvidasse, poderia até virar o outro e só descobrir lendo alguma nota em Caras, mas nunca seria o namorado dele.

Não falei nada no dia, fiquei na minha. Dois ou três dias depois, vou para a casa dele, e antes que ele me perguntasse o que eu queria jantar ou se queria fumar um, já comecei com a célebre frase "Olha, precisamos conversar"... Ele sacou na hora sobre o que era. Ouviu o que eu tinha à dizer, disse algumas coisas também, mas não tentou me convencer a ficar. A única coisa que eu queria era a única coisa que ele não abriria mão, que era se assumir. Eu sempre seria invisível na vida dele, um fantasma. Nesse dia terminou o namoro, e só o vi mais uma vez, para pegar uns dvds meus na casa dele.

Esse relacionamento foi o suficente para eu decidir que nunca iria me envolver com um cara não assumido. Não quero ser um fantasma, uma pessoa invisível na vida de alguém. Não quero ser escondido ou ser obrigado à me esconder. Quero sim, ter uma vida em conjunto, poder curtir e fazer tudo que gosto com o namorado ao lado. Disso eu não abro mão, não mais.

Por isso, quando a Drika levantou essa hipótese comigo, parei para pensar um pouco. Pelo que pude vasculhar na net, ele não era assumido. Pode ser para um pequeno círculo de amigos, mas tudo leva a crer que não é para todos ou família, por exemplo. Confesso que o tesão despertado deu uma baixada momentânea. Trocamos dois torpedos ontem dando um oi e só. Vou ver se nos encontramos no final de semana. Não vou negar mais uma noite com ele, não sou besta, mas vai morrer por aí.

Infelizmente, esse é um que não vai para o caderninho preto... pelo menos, não até saber o que realmente quer da vida e se abrir para o mundo!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Quando é para ser...

Ontem à noite eu estava na pegada. Plena quarta-feira, friozinho à noite, e eu doido para sair. O resto do meu pessoal ia para o Sonique ontem. Confesso que a opção não agradava muito. Um pouco de carão demais para uma quarta-feira. A única tentativa de ir no Sonique até agora resultou em vinte minutos parado na fila, sem dar um passo sequer. E a linha underground me atrai muito mais, não tenha dúvida. A Loca era a pedida da noite. Muito mais minha cara, muito mais meu público alvo!

E lá vou eu pra Loca. Sozinho. Chego na balada um pouco depois da meia noite. Boteco da esquina cheio, bom sinal. Resolvo entrar logo na balada, e dou de cara com o lugar vazio. Ok, a galera ainda está no bar, ainda é cedo mesmo, penso eu. Encosto no balcão do bar e tomo a primeira cerveja. Meia hora depois, já estou na terceira, observando o povo que entrava. Movimento fraco, não sei se o frio espantou o povo, apesar da noite estar bem gostosa ontem. Mas uma coisa chamou a atenção. Muita gente feia. E, principalmente, um bando de emos franjudos de um metro e meio de altura e seus 19, 20 anos. Uma e meia da manhã, eu encostado no mesmo balcão do bar, absolutamente nada me interessava. Minto, um me chamou a atenção. Do jeito que eu curto. Altão, magrelo, sarado, loiro. Apesar de novinho, aparentava uns 23, 24 anos, era beeeeeem interessante. O problema é que era hetero. Perdido na noite mais gls da casa, com uma loira tampinha agarrada no pescoço dele, beijando sem parar. A balada inteira olhava para ele, só na vontade. E, como eu não estava afim de ficar só na vontade, desencano do lugar às duas da manhã. Se não melhorou até aquela hora, não melhoraria mais.

Saio e vou para a Bela Paulista matar um pedaço de pizza. A vontade de ficar com alguém continuava, não queria ir para casa no zero à zero!! Dou azar também. Pouca gente, os interessantes acompanhados, não me resta mais nada à fazer além de matar um pedaço de pizza de calabreza no balcão! Levanto e saio para casa, de saco cheio, meio puto, meio triste de não ter beijado ninguém.

No caminho, ainda paro numa farmácia para comprar um creme para as olheiras, seria bem necessário hoje cedo, calculei. Gasto uns 10 minutos lá escolhendo qual levar.

Pego o caminho de casa, quando me bate o comichão de novo. Hmmm, não custa nada dar uma olhada no ponto de pegação do bairro... vira e mexe aparece algo interessante por lá, pensei. Desvio algumas quadras e desço para os famigerados quarteirões. Nem uma alma na rua, nenhum carro, nada. É, o jeito é se aliviar sozinho mesmo, pensei rindo. Nisso, vira um carro duas quadras abaixo. Resolvo descer e passar para ver quem era. Os dois reduzem ao passar lado a lado, mas ambos com insulfilm e janelas fechadas. Olho pelo retrovisor e vejo que ele parou no meio da rua, esperando eu dar a marcha ré. Continuo e acelero, dando a volta no quarteirão. Ele faz o mesmo. Vamos nos aproximando, os dois com o vidro abaixados, paramos um do lado do outro. Nessa hora, meu queixo cai. Quem estava no carro ao lado? O ALTÃO, MAGRELO, SARADO E LOIRO DA LOCA!!!! Leva uns dez segundos até eu falar alguma coisa, não acreditando naquilo. Você estava na Loca, certo?, eu pergunto. Ele se engasga, balbucia alguma coisa e eu continuo, Estava sim, por que era o único que me chamou a atenção lá, fiquei olhando pra você um bom tempo! Nessa hora ele dá uma risada e confirma que estava lá sim... dãããã!

Conversamos uns cinco minutos pelas janelas, até que ele faz o convite... Não quer parar o carro em algum lugar e conversar aqui dentro? Não precisa perguntar duas vezes, claro! Estaciono e pulo para o carro dele. Diego é o nome do rapaz. 23 anos. Morava relativamente perto da minha casa. Pergunto sobre a garota, ele diz que é uma amiga, que vira e mexe eles ficam na balada, mas que não rolava nada, só uns beijos. Disse que até beijava as garotas, mas curtia caras mesmo. Se você fez aquilo com a garota na balada, imagino o que não faz com um cara, que é o que você curte!, disparei. Ele não se fez de rogado. Dez minutos de beijos no carro, já de saco cheio do guarda noturno passando com a moto pela terceira vez ao lado do carro, ele pergunta Eu moro aqui pertinho, na rua X. Quer ir pra lá comigo?... Ai, ai, por que as pessoas perguntam isso? Tsc, não sei dizer não!!...

Pulo pro meu carro e começo a seguir o Diego até a casa dele. No caminho, começo a pensar... Esse cara estava na balada posando de hetero. Chamou minha atenção, com certeza, mas eu não ia perder tempo dando em cima de hetero, detesto isso. Eu sai antes dele da balada. Parei para comer pizza. Parei na farmácia e demorei um pouco escolhendo o creme. Do nada, resolvo entrar naquele pedaço para ver se tinha alguém, e dou de cara com quem? Com ele! Eu tinha acabado de entrar ali, não iria demorar mais do que um minuto, já que não havia mais ninguém nas ruas. Pelo que ele me disse, estava indo embora também, só havia ele lá! Ou seja... se eu tivesse comido um terceiro pedaço de pizza... ou se tivesse escolhido rapidamente um creme na farmácia... ou se tivesse dirigido mais rápido no caminho até minha casa... a gente nunca se esbarraria!! Foi tudo tão cronometrado, tudo tão certinho!!! O cara poderia morar do outro lado de sampa, que não é nada pequena. Mas não, ele morava perto da minha casa! Sincronia perfeita! Ou seja... era pra ser!!!

Chego no apartamento dele, entro e tenho um final de noite fantástica, que não vou detalhar por aqui. Chego em casa cinco e meia, e claro que perco a hora para levantar, embora chegue a tempo no escritório, sem nem lavar o rosto ou escovar os dentes, coisa que faço por aqui. O creme para olheiras ajudou bastante durante o dia, sábia decisão!

Estou com o telefone dele anotado no celular, ele com o meu. Por melhor que tenha sido, e, acreditem, fazia tempos que não tinha uma noite tão boa quanto esta, não vou ligar. Fiquei com a pulga atrás da orelha com a garota que beijava ele. Tenho certeza que era namorada, e não uma amiga. O fone dele tocou duas vezes enquanto estava comigo, ele olhava quem era e arremessava para outro lado. Se tem uma coisa que eu aprendi é não me meter com cara bissexual. Uma ficada, tudo bem, mas só. Se ser trocado por outro cara é uma coisa que machuca, imagine ser trocado por uma garota! É coisa que meu ego não aguenta, sorry. Caso ele ligue, perfeito, dou um pulo na casa dele novamente com o maior prazer. Do contrário, fico na minha.

Pelo menos, fica na lembrança uma noite que tinha absolutamente tudo pra dar errado e acabou virando uma das melhores noites dos últimos tempos! O foda é passar o dia lembrando daquele rostinho absolutamente lindo e ficar na tentação de ligar para ele... Quem sabe não mudo de idéia, hehehe! A carne a fraca... a minha então, nem se comente!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

All that jazz!

Podem falar o que quiser. Que jazz é música de velho, que é ultrapassado, que não tem graça, etc, etc, etc. Eu amo jazz. Amo a sonoridade, amo os vocais, tudo se encaixa, tudo perfeito!

Claro que crescer numa casa onde se ouvia jazz o tempo todo ajudou a pegar gosto pela coisa. Até hoje tenho a coleção de LPs do meu pai guardada comigo. Ainda quero digitalizar
tudo, já que é praticamente impossível achar os cds de tudo isso, a maioria LPs da década de 50 ou 60. Nomes como Benny Goodman, Sarah Vaughn, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Duke Ellington, Count Basie, Gleen Miller, entre muitos, fizeram parte da minha infância.

Na barra lateral separei os players com minhas dez preferidas. Na verdade, as preferidas são muitas, foi bem difícil chegar nestas dez!

Quem curtir jazz, vai gostar da seleção. Quem não conhece e tiver bom gosto e cabeça suficiente para saber que a boa música vai além do que rola nas baladas, divirta-se!

01. Herbie Hancock - Cantaloupe Island - Você pode achar que já ouviu essa música antes, e realmente deve ter ouvido, de uma certa forma. Esta versão foi sampleada e usada de base na música do US3 - Cantaloop Island, que tocou em todas as baladas e rádios da década de 90. E Herbie Hancock mostra fôlego até hoje. No último ano, ganhou o Grammy de melhor álbum do ano com River: The Joni Letters.

02. Ella Fitzgerald - Oh, lady be good! - Esta música tem várias versões, todas bem calmas e lentas. Esta não. Esta versão é do LP Ella Fitzgerald at the Opera House, pelo que sei, a que fecha o show. Esta versão é agitada, pulsante, Ella abusa do scat, técnica vocal em que ela era mestra. A banda que a acompanhava também não ficava nada a dever. Roy Eldridge, Stan Getz, Oscar Peterson, Connie Kay, Ray Brown, etc. Só o melhor.

03. Aretha Franklin - It ain't necessarily so - Aretha sempre foi considerada uma das divas do soul e rhythm and blues. Dona de uma voz poderosa, canta esta música saída da ópera Porgy & Bess, de George Gershwin, a única ópera de jazz, pelo menos que eu conheço!

04. Benny Goodman - Sing, sing, sing - Uma das preferidas do meu pai, e minha também! Toda instrumental, mas com uma batida contagiante. Não consigo ouvir sem começar a tamborilar os dedos ou bater os pés no chão. A bateria é insandecedora!

05. Billie Holiday - Don't explain - Billie Holiday é a grande dama do blues. Sua voz vem rasgando, mais passional impossível. Essa música é uma das minhas prediletas com ela. Recentemente ouvi uma versão com a Cat Power, que se apresenta em Sampa nesse final de semana, e curti bastante! Mostra que música é algo completamente atemporal, um simples arranjo mais moderninho e pode ser confundida com algum último lançamento.

06. Miles Davis - Round midnight - Olha, eu conheço bem música. Muito, por sinal. Só que nunca serviria para ser um crítico musical. Não me peçam para explicar música. Eu sinto a música, eu me emociono com a música. Miles Davis é um desses casos. Trompetista de mão cheia, adoro de paixão.

07. Harry Connick Jr. - Let's call the whole thing off - Você com certeza já deve conhecer Harry Connick Jr., mas não como cantor. Ele é o marido da Grace no seriado Will & Grace. Também foi um dos pilotos parceiros de Will Smith em Independence Day. Foi considerado o sucessor de Frank Sinatra por causa da sua voz e carisma. Essa música saiu da trilha sonora de um dos meus filmes prediletos, Harry & Sally.

08. Ella Fitzgerald & Louis Armstrong - Summertime - Outra música da ópera Porgy & Bess, talvez a mais conhecida e gravada, em todos os estilos. Essa é minha versão predileta, embora a da Janis Joplin não fique atrás.

09. Sarah Vaughn - Peter Gunn - Outra que eu amo de paixão. Tenho pelo menos sete versões dela no computador, de Emerson, Lake & Palmer aos Blues Brothers. Essa versão foi uma surpresa pra mim. Durante muito tempo, achava que Peter Gunn era apenas instrumental. Não é, como podem conferir nessa versão deliciosa da Sarah Vaughn, com uma letra melhor ainda!

10. Anita O'Day - Sing, sing, sing - Não, nada a ver com a do Benny Goodman, apenas o nome é o mesmo. A voz delicada da Anita O'Day é perfeita para esta música! Sing along!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A falta do kit embelezador

Juro que por pouco vocês não vêem o blogueiro dando as caras por aqui hoje. Segunda-feira com um frio de rachar aqui em Sampa. Acordo, abro minha janela e não vejo nada. Um puta nevoeiro, praticamente não vejo os prédios no quarteirão da frente. Até a água do chuveiro demora uns minutos para esquentar. Saio pra trabalhar, termômetros marcando 8, 9 graus na av. 23 de maio. Juro que hoje tentei usar todos os neurônios que já estavam acordados para pensar numa desculpa plausível para faltar no trabalho, mas o lado responsável tomou conta do corpo e me obrigou a vir pro escritório. E eis me aqui... mas meu espírito está debaixo de dois edredons e só vai dar as caras após o almoço, confesso!
 
E voltando à rotina depois de um feriadinho bom na quinta feira passada. E claro que aproveitamos a noite de quarta, geralmente proibida nas semanas sem feriado. Mas antes de narrar qualquer aventura da semana passada, um pequeno parênteses, para vocês entenderem melhor...
 
To em rehab. Calma, não cheguei nem nos pés dos níveis da Amy, mas resolvi dar um tempo. A versão oficial é de que a memória não tem andado muito boa, e eu preciso dela funcionando 100% para alguns projetos que estão aparecendo. A versão não oficial, sempre a verdadeira, é bem mais fútil: o tanquinho. Sim, o tanquinho, vulgo abdomen rasgado. To malhando feito um louco fazem quase 10 meses, mas cadê o tanquinho que não aparece? Se os exercícios estão puxados e corretos, tem alguma outra coisa errada, atrapalhando tudo. Sobrou pra parte boa do dia-a-dia. Comida. Bebida. Alegorias proibidas. Entrei em regime, evitando gorduras, doces e tudo aquilo que nos faz feliz. Cortei refrigerantes e, snif, bebidas alcóolicas. E claro, o cigarrinho do demo foi abolido por uns tempos, graças ao efeito "larica monstro e devastadora" que ele proporciona em mim. Então, os últimos dias tem sido, hmmm, meio caretas pra mim!!
 
Voltando, quarta à noite. Vamos para o bar da Loca fazer uma horinha antes de entrar na balada. Chegamos cedo, e a fila já estava grande para entrar na Loca. O boteco da esquina já estava cheio. Uma olhada em volta já me desanima um pouco. Nenhuma das pessoas que eu esperava encontrar ali, e as que estavam por lá não agradavam nem um pouco, muito pelo contrário. Esperamos mais um pouco rezando para as coisas melhorarem, mas nada. Furando o rehab e tomando alguns copos de cerveja, já começo a surtar. "Vamos embora daqui agora por que eu preciso de balada pra beijar!". Pela fila e as pessoas que se aglomeravam na porta da Loca, não seria lá que eu faria isso. Começamos a discutir as possibilidades. "The Week?". Não sou chegado, e deve estar lotada hoje por causa do feriado. "D-Edge?". Não estava legal um mês atrás quando eu fui, não sei se estaria legal hoje também. "Danger?" Ok, o desespero é grande, mas não vamos avacalhar com tudo. Com a falta de opção, sugiro furar o boicote que eu falei alguns posts atrás. "Vamos pra Cantho?". Sim, vamos pra Cantho.
 
Já na fila percebemos que o nível estava bem melhor. Um bonitinho aqui, outro ali. Entramos e pegamos a balada já lotada, fervendo. Perfeito!! Well... seria perfeito se eu não tivesse me esquecido de um pequeno detalhe: meu rehab!! Cheguei careta na balada. Os três ou quatro copos pequenos de cerveja no bar da Loca não davam nem pra acusar no bafômetro, quem dirá fazer alguma alegria no meu cérebro! Tento beber algumas cervejas por lá, mas estou realmente avesso à alcoól. As três que eu peguei, acabo largando no balcão do bar praticamente cheias, e termino a noite me afogando em coca-cola!
 
Convenhamos, eu já sou chato pra ficar com alguém. Maldita mania de só ficar com cara alto!! Assim que entro na Cantho, já dou o olhar 360 graus e vejo três ou quatro caras altos por lá. Todos acompanhados. Quando eu bebo, o padrão de qualidade cai um pouco, confesso, sem tantas exigências, mas sóbrio?? Sóbrio eu fico tímido, só trocando olhares e esperando o outro chegar junto. Só levemente travado, com sete ou oito latinhas de cerveja na cabeça, acompanhadas de duas ou três tequilas - mais conhecido como kit embelezador - para eu sair beijando e fazendo arrastão na balada. Sóbrio, não tinha porra nenhuma pra eu fazer ali!!! Aceito que minha noite era pra só pra dançar mesmo e dar risada do resto dos amigos, esses sim, completamente travados! Fico na Cantho até o meu saco se encher ao máximo e puxo meus amigos para irmos embora. Saldo da noite, zero à zero. Que buesta...
 
O resto da semana rolou sem grandes novidades. Sexta feira trabalhando, e muito, preparando toda uma apresentação para uma reunião que terei hoje. O frio também não animou grandes programas para o finde, o edredon e dvd estavam muito mais chamativos! Mas no sábado à noite a tentação falou mais forte. Não resisto e fumo um cigarrinho do demônio. Resultado da brincadeira: chego em casa e devoro uma caixa de bombons que eu havia ganho, ataco uma barra de Lindt que uma amiga trouxe para mim, não satisfeito, abro a geladeira e como mais dois cachorros quentes e, como sobrou algum espaço no estômago, pego um copo e encho de amendoim japonês. Tanto esforço nos dias anteriores para ser jogado fora em 15 minutos de larica. Odeio isso...
 
Essa semana o rehab volta com força total, sem espaço para recaídas. Só preciso ir me acostumando a chegar junto na balada sem o kit embelezador na cabeça. Maldita timidez... Por que se não acostumar, das duas uma. Ou rola o tanquinho, mas sem beijos, ou rola os beijos, mas sem tanquinho! Decisão difícil...
 
Ah, e antes que eu me esqueça, hoje à noite eu mudo o playlist aí do lado! O foda não é carregar estas músicas na minha página. O foda é eu separar, entre as 10000 que tem no meu computador, apenas 10 para colocar aqui! Esse é o problema, escolher estas dez músicas! Mas hoje eu já tenho uma seleção especial, hoje à noite tá no blog!
 
 
beijão!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

E o circo???

Senhooooooooooras e senhoooooores!

Bem vindos ao maior show da Terra!!

Os programas do grande espetáculo podem ser retirados na portaria. Souvenirs e lembranças também estarão à venda logo após o término do espetáculo!...


Sim, estou falando do "velório" de Michael Jackson. Ou melhor, "showlório"... "velhow"... Ah, sei lá como chamar aquilo!!

Eu estava preparado para ver qualquer coisa na despedida de Michael, mas aquilo superou qualquer expectativa. O caixão banhado à ouro no meio do palco, com Mariah Carey cantando ao lado com um decote digno da melhor balada, ou Jennifer Hudson com dançarinos se apresentando foi demais pra minha cabeça. Foi grotesco. Chegou a beirar a falta de respeito pelo defunto já não tão fresco! Já imaginava quando uma delas subiria em cima do caixão para cantar, como Michelle Pfeiffer em cima do piano em Susan e os Baker Boys.

Sério. Não podiam ter feito o tal tributo à Michael daqui a um mês? Tinham que transformar o enterro dele num mega evento, com ingressos (!) disputados à tapa na internet? O página criada para a distribuição dos ingressos teve, em apenas duas horas, 500 milhões de acessos! No dia seguinte ao sorteio dos ingressos, vários pipocavam no Ebay à preços exorbitantes!

Bem... acho que posso até considerar isso normal, levando-se em conta o final de vida tão bizarro que Michael teve.

Eu gostava, e muito, do Michael. O bom Michael. O Michael da antiga. O Michael verdadeiro. O que ainda era preto e não ligava pro tamanho do nariz, pro cabelo pixaim e lábios grossos. O que nos deu sucessos como Don't stop till you get enough, Billie Jean, Beat it, Human Nature e muitos outros.

O Michael atual, aquele que saia às compras de pijama e máscara cirúrgica, que não contente levava os filhos com os mesmos modelitos antes mesmo da gripe suína estourar na mídia, que a cada aparição se mostrava mais branco que eu, que sou praticamente translúcido, e com nariz cada dia mais fino, lembrando os ETs de Arquivo X, já era um cadáver ambulante, um reflexo apagado do astro que foi um dia. O verdadeiro Michael morreu faz tempo, só esqueceram de enterrá-lo!!

Bem falou Elizabeth Taylor, amiga íntima de Michael de longos tempos, que disse que não iria ao velório, não participaria do "circo" armado.

Só faltou como desfecho final a mãozinha de Michael saindo do chão logo após a última pá de terra ser jogada sobre o caixão, com o próprio dançando Thriller com os outros defuntos do cemitério.

Final sensacional para um velório mais espetacular ainda!!


Mudando de assunto...


E amanhã é feriado em São Paulo, yeessssss! Nove de Julho, dia da... dia do... hmmmmm... peraí! Ah sim, é o dia em que comemoramos a Revolução de 1932!! Grande data e marco histórico na cidade de São Paulo! Grande feriado num mês que não tem mais nenhum! Grande chance de afundar o pé na jaca no meio da semana e chegar em casa às oito da manhã gloriosamente bêbado após uma noitada de muita putaria!!

Dica para hoje? Loca, o meu inferninho predileto!! Até ontem à noite eu havia combinado com os amigos de apenas ir até o bar na esquina da Loca e tomar umas cervas, mas acordei com o fogo dos infernos exalando, doido pra cheirar o suvaco da cobra hoje à noite! Então, baladinha!

É feriado para vocês também? Se animam? Então se joguem na Loca!! Depois da semana passada, vou voltar a bater cartão por lá às quartas!!


beijão para todos!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Preparando pro rehab

Fala, galera! Eis o seu post de segunda feira! O blogueiro que vos fala tem que enfiar uma coisa na porra da cabeça de uma vez por todas: tempo sobrando é algo que não deve existir mais na minha vida. Eu falo que "agora sim eu to mais sossegado", que terei tempo pra me dedicar mais ao blog, mas é bobagem. Sim, posso ter um tempinho livre hoje, mas amanhã já aparece algum outro pepino na minha mão e lá se vai minha paz. Fazer o que... Por exemplo, o playlist com músicas novas na barra aí do lado ficou pra amanhã, não tive tempo de separar e montar um set para hoje! Tsc, tsc... odeio isso!!
 
E sabem por que eu voltei pra academia e tenho pego pesado nos exercícios, fazendo de tudo para ir cinco vezes por semana na academia? Hmmmm... saúde? Bem estar físico e espiritual?? Relaxar após um dia corrido de trabalho??? Claaaaro que não! É pra ficar mais gostoso mesmo, hehehe! Eu seria extremamente hipócrita se desse qualquer outra resposta para essa pergunta! Vocês tem noção da diferença que faz um braço mais bombadinho, um peito mais estufado ou um abdomen mais rasgado na paquera? Faz, e muita!!
 
Falei isso acima por causa das saídas noturnas na semana passada. Eu estava dando um tempo de baladas, estava em retiro espiritual. Aí, resolvo sair semana passada, na quarta feira. Depois de descartar o Sonique, por causa da fila gigante que não se movia e clientes na faixa dos 25 anos, me jogo no bar da Loca, e depois acabo entrando na Loca mesmo. Já no bar sou devorado por vários, coisa que ocorre dentro da balada também. Até uma paquera antiga, mas que não rolou até hoje, chega junto e fala "Nossa, o que você fez, está diferente, mais bonito!". Ah, não rolou na balada, mas passei um email no dia seguinte e já tive resposta... vamos ver se a coisa começa a desenrolar via email mesmo, hahaha!
 
Sexta feira, lá vamos nós para o Mary Pop, que também não conhecíamos. Lugar legal, música boa, galerinha na faixa dos 25 também. Acabamos de saco cheio e nos jogamos no nosso local predileto para afundar o pé na jaca, a Trash 80. Eu já estava mais de boa, só dando uma olhada ou outra, quando dou de cara com um morenão dos olhos castanhos esverdeados me devorando no balcão do bar. Retribuo na hora, mas ele me seca, seca, pega o drink e volta para a pista. Passa uns minutinhos, ele volta pro bar e faz tudo isso de novo. E novamente algum tempo depois. Já ficando irritado dele só olhar e não chegar junto, vou atrás na pista, e dou de cara com ele e o namorado. Desencano e volto pro bar, quando o vejo subindo pro banheiro, olhando para trás e sorrindo pra mim. "Ah, safado...". Subo as escadas atrás, já com um guardanapo com meu telefone na mão. Ele sai do banheiro e continua me secando, mas não fala nem um oi para mim. Vejo o sair e ir para o canto mais escuro da balada. Como não sou burro nem nada, vou atrás e dou o maior beijo no rapaz, deixando meu fone na sequência. "Se quiser, agora sabe onde me encontrar", eu falo. Sim, ele tem namorado, eu sei. Mas ele também era bonito, gostoso e veio me paquerar primeiro. Ou seja, sem peso na minha consciência, ele que se preocupe com isso!!
 
Saio de lá lindo, leve, solto e ligeiramente alcoolizado. Por sorte, sem blitz do bafômetro no caminho até minha casa!!
 
O resto do finde foi de boa. Sábado largado na cama com a galera assistindo tv, domingão de reunião da turma, alguns que eu não via faziam alguns meses. Sempre bom matar as saudades, rever os amigos e colocar o pao em dia.
 
Resumindo... voltando à velha forma, hehe!! Não vou negar, já estou com fogo no rabo pra baladinha de quarta feira novamente! Ficadas na noite são sempre assim, quanto mais você apronta, mais você quer! E essa semana ainda tem um feriado aqui em sampa para ajudar, vamos ver o que rola...
 
Ah, e essa semana também tenho outra meta, a do título do post, e essa é beeeeem mais chata. Começo hoje o meu mês de rehab. Sim, vou passar o próximo mês sem fumar nem um cigarrinho do demo. To precisando da minha memória funcionando à todo vapor para um projeto futuro, e infelizmente vou ter que segurar a onda um pouco. E como comigo as coisas funcionam na base do 8 ou 80, tenho que parar mesmo. Não conseguiria só dar uma ou outra tragada, não rola. E, pensei nisso agora, já que vou segurar o cigarinho do demo, por que não tentar cortar, pela bilionésima vez, o cigarro normal também? Esse é mais complicado, preciso de dois ou três dias de preparação psicológica. É incrível, paro de fumar o cigarrinho do demo na boa, mas o cigarro normal... caralho, que foooda que é!!! Ele sim é que deveria ser classificado como droga e proibida a venda! Agora, o foda vai ser ir pra balada e não poder fumar... isso sim vai me deixar bem estressado e com vontade de socar meio mundo!!
 
É isso, galera! Boa semana para todos, hoje à noite eu coloco os players com músicas novas aí na barra lateral!! Beijão pra todos!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A metranca da Polyana (ou) Um dia de fúria

Li hoje de manhã. A tensão na Ásia aumenta conforme se aproxima o 4 de julho, dia da Independência americana. As suspeitas são de que a Coréia do Norte fará um lançamento de um míssil neste dia em direção ao Havaí. Como sabem, recentemente ela voltou aos seus projetos de enriquecimento de urânio, peça chave para a fabricação de bombas. Segunda eles, visando a segurança do seu país. O Irã não fica muito atrás não e promete dar uma bela dor de cabeça muito em breve.

Leitura de alguns dias atrás. Dentro de alguns anos, os evangélicos podem superar o número de católicos no país. Medo. A mesma religião que costuma promover as sessões de descarrego e outras baixarias nas tvs abertas pela madrugada adentro, para quem a maior parte dos problemas ocorrem devido à "encostos" ou algum outro tipo de possessão demoníaca, e para quem os portais do paraíso estão sempre abertos, desde que seu dízimo seja bem generoso todos os meses.

Leitura de algumas semanas atrás, pós parada. Brigas e espancamentos no centro de sampa após a Parada, resultando em uma morte. Espancamento de um cliente dentro da Cantho, balada GLS no centro de São Paulo, apenas por que o cliente estava um pouco mais alto e esbarrou numa travesti. Sem falar na explosão de uma bomba em plena Rua Vieira de Carvalho.


PARA TUDO!!!


É impressão minha ou, ao invés de progredirmos com o passar dos anos, estamos retrocedendo?? Bombas atômicas, religiões cada vez mais repressoras se tornando a maioria e ataques à homossexuais (bom, esses sempre ocorreram...).

Sempre fui da paz, sempre achei que na conversa tudo se resolve, que partir para a porrada sempre foi a solução dos ignorantes, mas... MAS... começo a rever meus conceitos. O lado Polyana, que sempre vê as coisas boas e quer o bem, começa a se encolher no porão da minha cabeça, com medo de sair.

Polyana quer acreditar que o mundo é um lugar belo e seguro, mas começa a ter suas dúvidas hoje em dia.

Como uma nação pode achar que ter uma bomba atômica à protegerá dos outros? Alguém avisou à eles de tudo que pode ocorrer caso uma bomba exploda? A contaminação radioativa, as milhares de mortes, envenenamento do ar, mares, rios, etc? E, principalmente, alguém deixou eles bem cientes de que se jogarem uma bomba em qualquer outro país, a retaliação vai varrer aquele país retrógrado do mapa?? Acho que não.

Como alguém pode dar ouvidos às loucuras da igreja??? Como alguém pode se encontrar num estado de desespero tão grande à ponto de achar que seus problemas ocorreram por causa do "diabo" que estava no seu corpo? Que depois de um pastor colocar a mão na cabeça e dar seu showzinho berrando "Sai, capeta" ou "Xô, Satanás", a vida vai voltar a ser bela? Como alguém pode achar que dando uma parte do seu salário para a igreja, geralmente um salário que mal dá para todas as despesas dessa pessoa, ele irá agradar à Deus e conquistar mais um ponto na sua vaga no Paraíso??

E, principalmente e o que mais me afeta, como alguém pode achar que, por causa da minha opção sexual, eu sou uma pessoa diferente, um monstro, uma ameça à sociedade? Que sou uma vítima indefesa com um alvo pintado nas costas, pronto pra ser atacado por qualquer grupo intolerante? Que não tenho direitos civis em relação à várias coisas, apenas por que não formo uma família ou um casal convencional??


QUE CARALHO DE MUNDO É ESSE??


Ok... Polyana respira fundo e começa a sair novamente do porão, lentamente. Ainda acha que o mundo é um lugar belo e seguro. Acha mesmo que podemos fazer dele esse paraíso na terra. Nem que para isso tenhamos que jogar com as mesmas armas que os outros...

Coréia quer ameaçar com uma bomba, quer destruir todo mundo que não compartilhe do seu pensamento comunista ultra conservador ou que eles considerem uma ameaça ao regime? Que invadam aquele país, explodam as instalações, matem os dirigentes, matem metade do exército! Morrerão inocentes? Sim, centenas de milhares. Só que milhões ou bilhões dormirão em paz depois desse sacrifício.

A igreja avança assustadoramente? Mostrem os podres deles!! Que todos se unam e exponham ao público o lado podre das igrejas, sejam evangélicas, católicas ou o caralho à quatro. Chega de bancadas religiosas no Congresso abafando, bloqueando ou aprovando projetos à favor dos interesses deles. Mostrem em jornais e revistas os erros cometidos, verbas desviadas, abusos sexuais, todo o enriquecimento de pastores e padres, informem as pessoas!! Mostrem para ela que o paraíso pode ser viver bem e em paz por aqui, sem sacrifícios ou preconceitos!!

Viramos alvo de homofóbicos?? Partam pro contra ataque, porra!!! Dia da Parada, sei lá quantas milhares de pessoas no centro de São Paulo e ninguém viu esse espancamento ao ar livre? Ninguém para ajudar aquela pessoa? Sozinhos, podemos ser como uma formiga perdida na grama, mas juntos, podemos ter a força de um formigueiro. Espancaram um? Juntem-se e dêem o troco, espanquem os agressores!! E os clientes da Cantho? Vai me dizer que absolutamente ninguém viu o outro sendo espancado dentro da balada? O que fizeram? Ficaram nos cantinhos horrorizados dando gritinhos para os amigos e evitando sujar o modelão da noite?? Puta que pariu, partam pra cima para salvar o outro, dêem chutes, pontapés, se pendurem no cabelo, enfiem os dedos bem no meio dos olhos, ataquem!! Defendam-se juntos ou aceitem a condição de vítimas! É isso que querem? Aposto que não...

Gritem, lutem, façam-se ouvir, façam valer seus direitos. Se vocês não lutarem por eles, ninguém mais vai.

Polyana sai de vez de dentro do porão, com um pouco de medo do mundo e, infelizmente, achando que a cada dia que passa a lei do "Olho por olho, dente por dente" pode não ser tão errada. Se a Justiça não cumpre sua meta, alguém tem que cumprir. Ou você vai esperar ajuda de uma Justiça lenta e conservadora, que não consegue nem aceitar que dois homens ou mulheres possam formar um casal e ter uma relação estável?

Por favor, por favor, por favor, me provem que estou errado e que tudo isso tem conserto sem ter que apelar para os mesmos métodos dos outros. Juro que gostaria muito de ouvir alguma solução que não precisasse me rebaixar ao nível dos outros, mas tá difícil.

Mas, no meio disso tudo, Polyana realmente acha que fica muito bem num modelão todo preto com uma metralhadora numa mão e um taco de baseball na outra. Só meu amado advogado que pode surtar ao ler isso como surtou quando eu defendi a marcha da maconha por aqui. "Pronto, agora ele quer começar uma revolta e sair espancando meio mundo por aí!".

Who knows, baby... who knows!